Análise da carga da doença de chagas no Brasil: mortalidade, DALYs e incidência entre 1990 e 2021

Autores

DOI:

https://doi.org/10.70630/rspms.v8.2025.321

Palavras-chave:

Doença de Chagas, Tripanossomíase, Estratégias de Saúde Regionais, Saúde Pública, DALYs

Resumo

Introdução: A doença de Chagas, causada pelo Trypanosoma cruzi, é um importante problema de saúde pública na América Latina, afetando milhões de pessoas, especialmente no Brasil. Este estudo visa avaliar as métricas de mortalidade, anos de vida ajustados por incapacidade (DALYs) e incidência da doença entre 1990 e 2021 no Brasil, utilizando dados do Global Burden of Disease (GBD). Objetivo: Analisar a evolução das taxas de mortalidade, DALYs e incidência da doença de Chagas nas cinco grandes regiões do Brasil: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Materiais e Métodos: Foram analisados dados de mortalidade, DALYs e incidência de Chagas de 1990 a 2021. A análise incluiu estatísticas descritivas e gráficos para identificar tendências temporais e disparidades regionais. Resultados: As taxas de mortalidade e DALYs apresentaram redução geral, mas com variações significativas entre as regiões. O Centro-Oeste manteve as maiores taxas de mortalidade e DALYs, enquanto o Sudeste mostrou a maior redução. A incidência também diminuiu, mas o Centro-Oeste permaneceu com altos índices, refletindo desafios no controle vetorial e diagnóstico. Discussão: A persistência da carga da doença nas regiões Norte e Centro-Oeste indica a necessidade de intervenções regionais contínuas. Fatores socioeconômicos e ecológicos, como resistência a inseticidas e migração interna, dificultam o controle. Conclusão: O estudo destaca a importância de políticas públicas adaptadas às realidades regionais e de esforços sustentados para controle e erradicação da doença de Chagas no Brasil.

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Publicado

05.09.2025

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Análise da carga da doença de chagas no Brasil: mortalidade, DALYs e incidência entre 1990 e 2021. Revista de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul, v. 8, p. e025002, 5 set.2025.

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