Transmissão de esporotricose no estado de Mato Grosso do Sul, Brasil: adotando uma estratégia de Saúde Única
DOI:
https://doi.org/10.70630/rspms.v7n2.312Palavras-chave:
Transmissão zoonótica, Gato, Saúde Única.Resumo
Introdução: A esporotricose, causada principalmente por Sporothrix brasiliensis, é uma micose zoonótica subcutânea predominante no Brasil, com transmissão entre gatos e humanos, sendo os felinos os principais vetores. Objetivos: Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência de manejo de um caso de esporotricose envolvendo uma criança e um gato, sob a perspectiva da Saúde Única, em Campo Grande, MS. Apresentação da experiência profissional: A experiência começou com o diagnóstico de esporotricose em uma criança após contato com um gato com lesões cutâneas típicas. A investigação realizada pela Coordenadoria de Controle de Zoonoses (CCZ) incluiu a coleta de amostras biológicas do gato e a confirmação do diagnóstico por PCR. A análise molecular identificou a presença de S. brasiliensis no animal. Durante o acompanhamento, o comportamento agressivo do gato dificultou o tratamento, levando à decisão de eutanásia, a fim de evitar a propagação da doença. Discussão: A abordagem de Saúde Única, que integra as ações de saúde humana, animal e ambiental, foi fundamental no controle da transmissão da esporotricose. Considerações finais: Este caso reforça a importância da colaboração entre profissionais de saúde humana e veterinária e da educação comunitária na prevenção de doenças zoonóticas, destacando a eficácia dessa estratégia no controle da esporotricose.
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