Tendência da sífilis adquirida nas cidades de fronteira internacional de Mato Grosso do Sul
DOI:
https://doi.org/10.70630/rspms.v7n1.301Palavras-chave:
Sífilis, Taxa de Incidência, Epidemiologia, Estudos de Séries TemporaisResumo
Introdução: A análise epidemiológica de sífilis adquirida em áreas fronteiriças é fundamental devido à sua relevância para a saúde pública. A proximidade com outros países pode aumentar o risco de disseminação de doenças infecciosas, tornando essa investigação crucial para o desenvolvimento de ações eficazes de controle. Objetivo: Analisar a tendência de incidência de sífilis adquirida em Campo Grande e nos municípios fronteiriços do Mato Grosso do Sul com o Paraguai e a Bolívia. Materiais e Métodos: Foram utilizados dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, analisados com o modelo de pontos de inflexão para análise temporal. Resultados: Campo Grande apresentou tendência uniforme na incidência, enquanto Paranhos demonstrou tendência decrescente, destacando-se como a cidade com maior sucesso no controle da infecção. Aral Moreira, por outro lado, apresentou tendência crescente, atingindo 79,93 casos por 100 mil habitantes em 2021. A razão de sexo masculino/feminino foi de 2:1, com exceções em Ladário, Bela Vista, Porto Murtinho, Antônio João, Coronel Sapucaia, Japorã e Mundo Novo, onde a incidência predominou em indivíduos com menos de 40 anos. Conclusão: Este estudo realça a importância crítica da sífilis adquirida em áreas fronteiriças e na capital, demandando a implementação de estratégias focais de controle mais eficazes para combater a propagação da doença e melhorar a saúde da população.
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